O nosso hospital

Não consigo compreender, explicar e muito menos justificar o descaso e a passividade de nossas autoridades municipais e das figuras importantes da cidade, ante o colapso do antigo Hospital e Maternidade Evangélico de Brusque. Se antes do fechamento desta tradicional instituição, o atendimento hospitalar já andava longe da perfeição, esta nova realidade promete transformar-se num verdadeiro caos.

Apesar do hercúleo esforço dos hospitais locais para administrar adequadamente o enorme fluxo de pacientes que solicitam atendimento, muitos deles veem-se obrigados a procurar atendimento em cidades vizinhas, o que não deixa de ser um absurdo quando aqui temos um hospital moderno, extremamente bem equipado mas relegado ao abandono e correndo o risco de deteriorar-se completamente.

Estamos conscientes de que não cabe ao paço municipal promover o saneamento de uma instituição privada e muito menos responsabilizar-se por seu passivo financeiro. Seria extremamente desejável, no entanto, que o poder público, com sua influência política, procurasse sensibilizar setores do governo estadual e federal, que pudessem contribuir para a solução deste problema, tão caro à nossa cidade.

Conclamaria, da mesma forma, a nossa atuante classe empresarial e em especial o dinâmico Luciano Hang, sempre sensível às necessidades da comunidade e normalmente com a algibeira abarrotada de soluções para os mais diferentes impasses, para que se unam em torno deste projeto tão importante para a saúde da população brusquense.


O trânsito de amanhã
“O trânsito vai muito bem, obrigado!” É o que devem estar pensando os atuais inquilinos do paço municipal que até o momento, após quase cinco meses de gestão, continuam num mutismo exemplar sobre qualquer eventual mudança nas regras do conturbado trânsito em nossa cidade. Enquanto isso as nossas ruas continuam entupidas, principalmente na hora do “rush”, e encontrar um lugarzinho para encostar o carro passou a ser o sonho dourado de boa parte da população.

Em épocas recentes, os acidentes em nossa cidade têm se multiplicado, inclusive os fatais, mormente por excesso de velocidade e imprudência dos condutores.

Tenho certeza de que a abertura das novas pistas da rodovia Antônio Heil fatalmente inaugurará um novo capítulo na história da mobilidade urbana de nossa cidade, pois o significativo aumento de tráfego obrigará as autoridades competentes a um profundo reestudo de nosso sistema viário, bem como a implantação de um novo organograma a regulamentar o fluxo através do labirinto de ruelas brusquenses.

Entre as inúmeras sugestões para a melhoria de nosso trânsito destacaria uma melhor sinalização em toda a cidade, melhoria na infraestrutura para o uso de bicicletas e, acima de tudo, impondo rigorosos limites de velocidade para todo o perímetro urbano.

Aos que abjuraram de morte a implantação do radar em terras brusquenses, diria que chegou a hora de baixar a guarda e rever o posicionamento frente a esta nova realidade que se apresenta. A inauguração deste semicircuito de Fórmula 1, de imediato se tornará o palco ideal para a prática de altíssimas velocidades que poderão resultar em graves acidentes. Aqueles que se posicionarem de maneira irredutível contra o eficaz inibidor, correm o risco de serem responsabilizados moralmente pelas eventuais fatalidades que venham a acontecer.

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