Os desafios e o perfil desejado para o próximo prefeito de Brusque

Com a aproximação das eleições municipais de outubro, os brusquenses vão lentamente abandonando seu habitual letargia, para esquentar a moringa com um fundamental ponto de interrogação: quem vai estar no páreo para administrar nossa cidade a partir de janeiro de 2021.

Vários nomes já circulam como candidatos ungidos ou cogitados, alguns verdolengos, outros com a validade vencida, mas todos dispostos a dar a sua contribuição para o progresso de nossa cidade. Infelizmente o nosso empresariado continua sem disposição para arregaçar as mangas e fazer a sua parte para polir a arranhada imagem do político verde amarelo.

A última década da vida política brusquense não foi das mais promissoras: recheada de sérias desavenças político-partidárias, troca constante de mandatários, bem como a ausência de um plano de desenvolvimento continuado, levaram a cidade a períodos caóticos, que em nada contribuíram para o desenvolvimento e progresso de Brusque.

Por isso mesmo acreditamos que a cidade anseia por um alcaide pacificador, dinâmico, inteligente e honesto, que saiba cercar-se de auxiliares competentes com sensibilidade suficiente para auferir os anseios da população e as necessidades da cidade e saibam resolvê-los. 

Importante também que o futuro prefeito seja versado nas lides democráticas, e não pertença ao fanático celeiro Lulista ou às não menos fanáticas legiões de Bolsonaro.

Interessante seria, a nosso ver, que a futura administração elaborasse uma “Carta Magna” para a cidade, um plano de crescimento sustentável com validade de décadas e que valorizasse e aperfeiçoasse o que de bom já existe e planejasse o necessário para fazer de Brusque uma cidade referência.

Sem dúvida, a nova administração deverá enfrentar uma montanha de problemas, dentre os quais o trânsito caótico da cidade, que tem irritado demais a população. Em verdade, nossas ruas e ruelas já não comportam mais o volumoso tráfego de veículos motorizados, numa cidade onde a maioria da população desdenha um transporte coletivo deficiente, preferindo locomover-se em veículo próprio.

Caberia ao poder público incentivar a criação de transportes alternativos, como vans e micro-ônibus, que com um certo conforto e preços módicos circulariam pelos lugares estratégicos da cidade. tentando seduzir a classe média motorizada a deixar os seus veículos em casa.

 Menos veículos nas ruas também aliviaria um outro grave problema que aflige os motoristas: a total e absoluta falta de espaço para estacionar nas vias públicas do centro da cidade. Acontece que ao raiar do dia, a cidade transforma-se numa gigantesca garagem, com suas ruas e ruelas abarrotadas de automóveis, o que inviabiliza a chance de encontrar um “lugarzinho”, para todos aqueles que circulam pela cidade durante o transcorrer do dia.

Preocupante também a falta de ciclovias na cidade. Infelizmente as últimas administrações não se preocuparam em ampliar as poucas existentes, expondo o sempre maior número de ciclistas a graves riscos físicos, principalmente em avenidas de tráfego intenso como a Primeiro de Maio e Otto Renaux. 

Para fugir dos automóveis, os ciclistas têm se refugiado nas calçadas, transferindo os riscos para os transeuntes. A se resolver, com urgência.

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